Você sabia? Pessoas mentirosas tem o cérebro diferente

Uns mentem mais, outros menos, isso não é novidade para todos, e a mentira sempre existiu. Em certos momentos, inclusive, mentimos por “uma boa causa’, evitando o sofrimento das pessoas. No entanto, normalmente sabemos quando estamos fazendo isso, e a mentira é controlável. Entretanto, alguns mentirosos possuem uma patologia – mentem sem razão nenhuma e sequer percebem que estão fazendo isso. O que é mais interessante: o cérebro deles são diferentes.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia realizou uma pesquisa em pessoas aleatórias. Após uma série de testes de personalidade, eles encontraram 12 pessoas que foram classificadas como mentirosos habituais, 16 que poderiam ser descritos como anti-sociais sem o hábito de mentir, e 21 “normais”. Uma vez que agrupados, os participantes realizaram exames de ressonância magnética em todas as disciplinas, a fim de determinar se havia uma diferença na forma como seus cérebros eram formados.

Os cérebros dos mentirosos patológicos tinham 25% mais massa branca em seus lobos pré-frontais quando comparados com o grupo anti-social. Em comparação com o grupo de controle “normal”, eles tinham cerca de 22% mais massa branca. Em relação à massa cinzenta, a história foi diferente. Os mentirosos patológicos tinham cerca de 14% menos massa cinzenta que o grupo dos “normais”.

As implicações são duas: A maior quantidade de massa branca dá aos mentirosos regulares a capacidade de criar histórias muito rapidamente – tanto que é difícil dizer se eles estão mentindo ou dizendo a verdade. Também lhes dá mais poder para avaliar as repostas e reações das pessoas que eles estão falando – para fazer os ajustes necessários.

A ideia da substância cinzenta reduzida também tem suas implicações, pois é ela que ajuda a governar as escolhas que fazemos. É nosso centro moral, isso faz com que as mentiras constantes no caso das pessoas patológicas, não pareçam erradas – não representam um problema.

O que não está claro é o que vem primeiro. Os cientistas não sabem se a mentira de alguma forma altera o cérebro, ou se certas pessoas já nascem com cérebro que incentivam a mentira.