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Você já ouviu falar de “Comedor de Pecados”? Antiga profissão que vai te dar calafrios!

Antigamente, era muito comum que se chamasse um padre no leito de morte de uma pessoa para que ela recebesse a extrema-unção, a fim de que sua passagem para a casa de Deus fosse levada com mais tranquilidade.
Na Idade Média, um método similar também era realizado dessa forma, mas não por um padre e sim por um “devorador de pecados” ou comedor de pecados. Além disso, o ritual era feito logo depois da morte da pessoa, enquanto a extrema-unção era realizada nos últimos suspiros de um doente.

Na Idade Média, o mundo vivia mergulhado em densas trevas, por falta de cultura e de equilíbrio político-social. A Igreja Católica dominava com mão de ferro e todas as consciências viviam aprisionadas à idolatria, à superstição e às tradições absurdas. Naquele época, havia uma estranha profissão conhecida como “Comedor de Pecados”(ou devorador de pecados). Quando morria uma pessoa abastada, chamava-se à sua casa um homem pobre, o qual, diante do cadáver, comia todas as iguarias ali colocadas como se fossem os “pecados do morto”. Em seguida, ele recebia um punhado de moedas de prata e um chute no traseiro, sendo atirado à rua poeirenta ou enlameada, com palavras de maldição, levando algum resto de comida para a esquálida mulher e os filhos menores. Ser um “Comedor de Pecados”era ter a mais vergonhosa de todas as profissões. Quando ele morria, condenado e amaldiçoado, o filho mais velho tomava o seu lugar, mesmo porque jamais se dava emprego decente ao filho de um amaldiçoado “Comedor de Pecados”.

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O último Comedor de Pecados

As tradições dos comedores de pecados têm suas raízes na Idade Média, mas o costume morreu apenas a pouco mais de cem anos. Acredita-se que o último devorador de pecados que trabalhou na Inglaterra tenha sido um homem chamado Richard Munslow, que morreu em 1906.
Apesar de a ideia de que a maioria dos comedores pecado não era relacionada à nenhuma entidade ecumênica, esse homem foi enterrado no cemitério da Igreja de Ratlinghope em Shropshire.
De acordo com registros, a crença era que ele havia se tornado um comedor de pecados após a morte de todos os seus três filhos, que foram contaminados com a coqueluche na época. Também ao contrário da maioria comedores de pecado tradicionais, ele não era um mendigo ou uma pessoa rebaixada pela sociedade, pois também trabalhava como fazendeiro.2