Terror! Na África pessoas albinas são esquartejadas para rituais de feitiçaria

Em países da África como Tanzânia, Camarões e Malauí não é nada seguro ser albino. Nesses locais, muita gente acredita que pessoas sem a pigmentação da pele possuem características sobrenaturais. O albinismo seria fonte de boa sorte e poderes mágicos, o que causa a perseguição de seus portadores.

O jornalista Stéphane Ebongue teve que fugir de Camarões por esse motivo. Seu irmão não teve a mesma sorte: foi assassinado e teve seus órgãos mutilados para serem usados em rituais de feitiçaria. A crendice faz com que partes dos corpos de albinos, como coração, cabelos e unhas sejam utilizadas em poções mágicas.

De acordo com um levantamento da ONU, membros de albinos chegar a ser comercializados por US$ 2 mil. Um corpo inteiro pode alcançar o preço de US$ 75 mil. Depois que se passaram mais de 20 anos da morte do irmão, Ebongue se viu em perigo. Houve a erupção de um vulcão próximo de onde morava. Segundo a lenda local, somente o sangue de um albino é capaz de acalmar os deuses que teriam provocado a erupção.

Temendo por sua vida, Ebongue conseguiu fugir de navio para a Itália, onde conseguiu asilo. No país europeu, ele ficou amigo do colega jornalista Fabio Lepore, que decidiu fazer um documentário sobre a história do camaronês. O filme fez com que Ebongue voltasse para Camarões para encarar um feiticeiro que sacrifica albinos.

Depois de uma caminhada pela floresta, Ebongue se encontrou com o homem responsável por sacrifícios como os que vitimaram seu irmão. A primeira reação do feiticeiro foi perguntar ao albino se ele sabia o quanto era valioso. Questionado se não achava errado matar pessoas, o bruxo não mostrou remorsos. Disse que não matava por prazer, mas por dinheiro.

Ao assistir o documentário finalizado, Ebongue disse que se sentiu arrependido de não ter sido mais ofensivo e agressivo contra o feiticeiro. Hoje em dia o jornalista se dedica à causa dos albinos. Sua principal preocupação é com a saúde deles, que são mais propícios a desenvolverem problemas de visão e câncer de pele. Ebongue também fundou uma biblioteca em Camarões especialmente voltada para os albinos, que podem ler os livros com a ajuda de lupas.1