Placas tectônicas ajudaram na evolução da vida na Terra

Ao que tudo indica, o início da vida marinha se deve a grandes terremotos e outros choques das maiores placas tectônicas. O que foi encontrado no fundo dos oceanos e pesquisado nos laboratórios de Ciências da Terra, da Universidade de Tasmânia, foram as grandes concentrações de oligoelementos que, juntos, têm a capacidade de gerar vida debaixo da água.

Os oligoelementos são formados por cobre, zinco, fósforo, cobalto e selênio, itens que são capazes de formar quase todos os tipos de vida no mundo, desde algas e fungos, até seres humanos. Esses elementos foram encontrados em mais de 4 mil grãos de pirita colhidos do fundo dos oceanos ao redor do mundo.

As taxas de oligoelementos têm variado no decorrer dos últimos 700 milhões de anos, mas coincidentemente quando essa taxa sobe como nas era de Ediacaran (635 a 542 milhões de anos) e Cambriano (541 até 485 milhões de ano) que foram os períodos com o maior índice de desenvolvimento multicelulares na vida animal.

Já quando havia poucos componentes no fundo dos mares também coincidiu com a época em o planeta sofreu com as grandes extinções em massa, mas também foi um período em que muitos plânctons sumiram do fundo do mar.

E como esses nutrientes chegam ao fundo dos mares? Os cientistas explicam que os choques das placas tectônicas faz com que aumente o tamanho das montanhas, mas que ao mesmo tempo fragmentos desses nutrientes também caem no fundo dos mares. No entanto, o grande número de erosões que a Terra tem sofrido graças à ação dos homens faz com que o número de nutrientes diminua tanto na superfície quanto nos mares.

As placas tectônicas podem ser responsáveis inclusive pelo aparecimento dos primeiros tetrápodes, há cerca de 370 milhões de anos, pois coincide com uma época de poucos nutrientes no fundo dos oceanos e pode ter estimulado alguns peixes com estrutura mais robusta a procurarem esses nutrientes na superfície.