Pesquisa busca diagnosticar o câncer com apenas uma gota de sangue!

A possibilidade de se ter um diagnóstico prematuro da doença, e sem a necessidade de exames invasivos – hoje, os métodos incluem tomografias e biópsias que além de serem demorados, são caros e nem sempre eficientes, já que só são realizados quando os tumores já estão grandes o suficiente para serem visualizados – é chamada de biópsia líquida.

Mas afinal, como isso é feito?

Segundo o pesquisador-chefe do VUMC, Tom Würdinger, a equipe descobriu que os trombócitos – ou plaquetas – do sangue de pacientes com câncer contêm tipos únicos de marcadores de RNA, que ajudam a carregar as instruções do DNA dos tumores. As plaquetas são responsáveis pela coagulação apropriada do sangue, mas estudos recentes demonstram que elas também desempenham um papel importante no crescimento do tumor e na metástase do câncer.

As plaquetas dos pacientes com células de câncer contem padrões únicos de RNA, que tornam possível distiguir indivíduos saudáveis de pessoas que têm câncer com um índice de certeza de 96%, para a maioria dos tipos da doença.1

E sim, 96% de certeza é coisa pra caramba!

Os pesquisadores estudaram amostras de sangue de mais de 200 pacientes com câncer, que tiveram diagnósticos e prognósticos variados. Eles puderam determinar não apenas a presença das células cancerosas, mas também qual o tipo de câncer eles tinham e se havia ocorrido metástase para outras partes do corpo.

Através de 6 diferentes tipos de tumores (câncer pancreático, de colo-retal, glioblastoma, câncer de mama, câncer hepatobiliar e carcinoma de células do pulmão), a origem do tumor primário foi identificada corretamente com 71% de precisão.

Os perfis das plaquetas também podem ajudar a determinar qual o melhor tipo de tratamento, e durante sua evolução, é possível analisar o sangue novamente em diferentes momentos para verificar se ele está surtindo efeito ou não.

Apesar desta fase ainda ser experimental e ainda estar no início, a equipe está focada em desenvolver um exame de sangue que seja rápido, barato e acessível ao grande público. A expectativa é que ele esteja disponível até 2020.

Este teste foi aplicado aos tipos mais comuns de câncer e sua técnica envolve uma combinação de algoritmos de computador que ajudam a diagnosticar a doença