Você sabia que Einstein foi investigado pelo FBI por suspeitas de espionagem?

Todos conhecem Einstein como um grande físico e cientista, e por sua maior obra – a Teoria da Relatividade. No entanto, como quase toda pessoa que de alguma forma se torna famosa, nem sempre o alemão atraiu bons olhos. Durante todo o tempo em que permaneceu nos Estados Unidos, Einstein foi investigado pela polícia estadunidense sob a suspeita de estar envolvido com grupos comunistas e de espionagem.

De 1933, quando Einstein entrou nos Estados Unidos, até sua morte em 1955, ele foi investigado pelo FBI. A polícia estadunidense frequentemente grampeava suas ligações, interceptava suas correspondências e vasculhava seu lixo – tudo isso pois acreditavam que o cientista era, na verdade, membro de um grupo de espionagem da União Soviética. Certa vez, conta a história, o FBI chegou a se aliar com o Serviço de Imigração e Naturalização para encontrar alguma razão para deportá-lo. Eles acreditavam que o alemão era um radical contra o governo ou comunista por conta de suas visões políticas contra guerras e a favor de grupos de direitos humanos.

Antes que Einstein entrasse nos EUA, a Corporação das Mulheres Patriotas enviou uma carta de 16 páginas ao Departamento de Estado protestando contra sua entrada no país. A corporação argumentava que até mesmo Joseph Stalin tinha menos ligações a grupos comunistas que Einstein.

Por isso, antes de dar o visto para o cientista, o Departamento de Estado fez uma série de perguntas sobre os pensamentos políticos de Einstein. Irritado, o físico disse que o povo dos Estados Unidos havia implorado sua presença no país, e que ele não iria tolerar ser tratado como um suspeito. Depois de se tornar um cidadão, Einstein continuou nos Estados Unidos mesmo sabendo que estava sendo investigado. Durante uma conversa com um embaixador polonês, inclusive, o físico deixou claro que a conversa provavelmente estava sendo gravada pelo governo estadunidense.