Dois a cada três fumantes morrem em decorrência do vício

Um novo estudo publicado na BMC Medicine envolvendo mais de 200 mil homens e mulheres sugere que dois a cada três fumantes morrem por consequência deste hábito. Além disso, a pesquisa também apontou que fumantes têm 10 anos a menos de expectativa de vida em relação aos não-fumantes.

“Sabíamos que o hábito de fumar era prejudicial, mas agora temos evidência direta independente que confirma as conclusões perturbadoras que têm surgido a nível internacional”, disse Eminy Banks, da Universidade Nacional da Austrália em um comunicado à imprensa.

De acordo com a publicação, os pesquisadores acreditavam que cerca da metade dos fumantes morreria de uma doença como câncer ou problemas cardíacos e respiratórios decorrentes do tabagismo. No entanto, estudos mais recentes em mulheres e médicos britânicos, além de voluntários da American Cancer Society, elevaram esse número para 67%. “Temos sido capazes de mostrar exatamente o mesmo resultado em grandes populações”, disse Banks.2

Naquele que foi o maior estudo longitudinal de envelhecimento saudável no Hemisfério Sul, o Sax Institute avaliou 204,953 pessoas de New South Wales, que ingressaram n estudo de 2006 a 2009. Dos participantes, 7,7% eram fumantes, 34,1% eram fumantes no passado, e 5593 mortes tinham sido acumuladas até 2012.

“Mesmo com as taxas baixas de fumantes que temos, descobrimos que aqueles com o hábito de fumar têm cerca de três vezes o risco de morte prematura que aqueles que nunca fumaram”. A Austrália tem uma das mais baixas taxas de tabagismo no mundo (13% da população), e lá as caixas de cigarro são de cor marrom escura, com um alerta bastante visível de saúde.

Além disso, a equipe também descobriu que, em comparação com os não-fumantes, aqueles que fumam 10 cigarros por dia duplicam o risco de morrer, e um maço de cigarro por dia aumentam risco de quatro a cinco vezes.

No entanto, entre os que haviam fumado no passado, o risco de morte prematura diminuiu com o tempo. Em pessoas que pararam de fumar antes dos 45 anos, o risco de morte prematura foi quase o mesmo dos que nunca haviam fumado.3