BARATAS?! O que pode sobreviver a uma catástrofe nuclear?

Quais seres vivos estão mais preparados para resistir a uma terrível explosão nuclear?

Para encontrar a resposta, pode-se tomar como exemplo o acidente de Chernobyl, no qual foi liberado 400 vezes mais material radioativo que na explosão da bomba atômica em Hiroshima. Nele, observou-se que o ser humano, embora seja mais radiorresistente (isto é, que está mais preparado para suportar a radiação) que outros animais, como os cães, é muito menos resistente que outros, como os ratos, os camundongos e as míticas baratas. No entanto, esses ainda são pouco radiorresistentes se comparados a outros organismos menores, como os seguintes:

Thermococcus gammatolerans: trata-se de um micro-organismo sem núcleo celular e é o ser conhecido mais resistente à radiação. Ele pode sobreviver a uma dose de radiação capaz de matar todas as células de uma colônia de E. coli e à radiação liberada em vinte acidentes de Chernobyl a 300 metros de distância da zona zero.

Deinococcus radiodurans: essa bactéria poliextremófila, capaz de sobreviver a condições extremas de frio, acidez, vácuo e desidratação, foi chamada de “Conan, a bactéria” e aparece no Livro Guinness dos Recordes como a bactéria mais resistente do mundo.

Milnesium tardigradum: o tardígrado, que vive, entre outros habitats, no Oceano Antártico, é capaz de ressuscitar após exposições longas à desidratação, à radiação e ao vácuo espacial, como 200 anos ou mais.

Braconídeos: vespas parasitas capazes de sobreviver a altas doses de radiação sem perder sua fertilidade poderiam também sobreviver à radiação liberada em Chernobyl a 300 metros do acidente.

Baratas: apesar do mito criado em torno das baratas, após se observar que muitas tinham sobrevivido às explosões das bombas atômicas no Japão, elas são somente de 6 a 15 vezes mais resistentes que a espécie humana: conseguiram sobreviver a 300 metros da explosão de Hiroshima, mas, provavelmente, não sobreviveriam nas proximidades do acidente de Chernobyl.