Você pedala? Saiba se existe alguma ligação entre o câncer de testículos e o ciclismo



Décadas depois de o famoso ciclista Lance Armstrong travar uma batalha contra o câncer nos testículos, outro ciclista, Ivan Basso, anunciou que está lutando contra a doença. Poderiam dois casos semelhantes significar uma coincidência? Ou existe uma ligação entre o ciclismo e o câncer nos testículos?

Basso informou, durante uma entrevista, que está de saída da competição Tour de France, depois de ser diagnosticado com o câncer durante a corrida (informações da BBC News). O câncer foi constatado pelos médicos depois que o ciclista reclamou de dores decorrentes de uma batida. Agora, ele irá para a Itália, onde passará por procedimentos cirúrgicos. Outra coincidência entre Armstrong e Basso é que ambos admitiram ter usado medicamentos proibidos pela política anti-dopping.

Entretanto, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA, a principal razão para este tipo de câncer é a idade. O câncer testicular afeta homens entre as idades de 20 a 39 anos. Quando diagnosticado, Armstrong tinha 25 anos; Basso, 37.

“O denominador comum nesses casos é a idade. Não existe ligação entre esportes em geral, e ciclismo em particular, com o câncer testicular”, disse Thomas Schwaab, professor associado de oncologia no Instituto de Câncer Roswell Park, em Nova Iorque.

Ainda que algumas pessoas pensem que o fato de permanecer sentado por muito tempo em uma bicicleta possa afetar os testículos, Schwaab afirma que, sentado corretamente, um homem repousa o peso do corpo no períneo (a área entre os genitais e o ânus), e não nos testículos.


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