Exercícios físicos aprimoram o desempenho sexual masculino



Um novo estudo publicado no Journal of Sexual Medicine sugere que homens que se exercitam têm desempenho sexual melhor em relação aos que não se exercitam, independente da etnia. Até então, os únicos estudos que falavam sobre esse assunto citavam melhorias apenas em etnias específicas.

No novo estudo, cerca de 300 participantes relataram seus níveis de atividade, que eram classificados como sedentário, pouco ativo, moderadamente ativo e muito ativo. Os voluntários também relataram dados sobre sua atividade sexual, incluindo a habilidade de obter ereções, orgasmos e a qualidade e frequência de ereções e da função sexual como um todo.

Como resultado, os pesquisadores descobriram que os homens que realizavam mais exercícios físicos possuíam funções sexuais mais satisfatórias. O nível dos exercícios foi medido em METS (equivalentes metabólicos), e o índice e 18 METS (presente naqueles que apresentavam melhores funções sexuais) pode ser alcançado com duas horas de exercícios contínuos, como corrida ou natação; 3,5 horas de exercício moderado ou seis horas de exercício leve.

Em contraste, homens de qualquer etnia que relataram pouca ou nenhuma atividade física também se queixaram de problemas sexuais, como dificuldade em obter e manter uma ereção e ejaculação precoce. Outros fatores que prejudicam o desempenho sexual masculino incluem a diabetes, idade avançada, fumo (no passado ou presente) e doenças coronárias.

Stephen Freedland, coautor do estudo e diretor do Centro de Pesquisas Integradas do Câncer e Estilo de Vida no Cedars-Sinai Samuel Oschin Comprehensive Cancer Institute alerta que a atividade física deve ser apropriada individualmente.

“Quando tratamos de exercícios físicos, não existe receita de bolo. Entretanto, nós estamos confiantes que qualquer nível de atividade física é melhor do que não se exercitar nunca”, disse.


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